Descupinização

Cupins um perigo ao seu patrimônio e um problema que causa sérios danos.

Os cupins são insetos conhecidos por nós pelo hábito de se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis, livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto (polímero).

Existem na terra há mais tempo que o homem, sendo que restos fossilizados já foram encontrados em formações geológicas de 55 milhões de anos. No entanto, nem todas as espécies são prejudiciais às estruturas.

O primeiro passo para uma solução eficaz contra esses insetos consiste na inspeção minuciosa feita pelos nossos especialistas, identificando as áreas de ataque e as espécies infestantes.

Cupins Subterrâneos

Entre os xilófagos (Organismos que se alimentam de madeira), os cupins subterrâneos são os mais agressivos, tendo seus ninhos localizados no solo ou em lugares estratégicos, onde se abrigam os reprodutores, as ninfas e, de onde partem os operários em busca de madeira, papel, batentes, armários, estruturas de madeira ou qualquer outra fonte de material celulósico, atacando capas de cabos elétricos, mantas de impermeabilização, entre outros.

Os cupins subterrâneos invadem qualquer tipo de edificação e atacando às escondidas. Quando a infestação é detectada, o ataque já causou sérios prejuízos.

Os sinais típicos de ataque dos cupins subterrâneos são os caminhos que eles fazem sobre a alvenaria ou outro material. Feitos de terra, fezes e saliva, estes cupins constroem verdadeiros túneis que os protegem de predadores, perda de água, e outros contratempos.

Cupins subterrâneos necessitam de umidade para sobreviver e por causa disto suas colônias são geralmente encontradas no solo. Os operários deixam a colônia em busca de alimentos retornando à colônia para alimentar outras castas (soldados, reprodutores alados, rei e rainha) e em busca de umidade. A necessidade de umidade é uma característica que pode, assim, ser utilizada para ajudar no controle destes insetos.

Três estratégias básicas devem ser consideradas para se controlar cupins subterrâneos:

Alteração Mecânica

Tratamento de superfície

Barreira Química


Chamamos de alterações mecânicas qualquer medida que faça com que a estrutura fique menos susceptível ao ataque de cupins.

Estas medidas, infelizmente, não cabem na maioria dos casos, uma vez que não se pode alterar as formas de construção e o fato de o cupim já estar instalado, sendo uma colônia localizada ou através de túneis ligados ao solo, via setores que não permitem mudanças ou instalações de barreiras.


Tratamento de superfície. No caso de cupins subterrâneos, a colônia encontra-se fora do local de ataque. Desta maneira o tratamento do local atacado não é suficiente para controlar a infestação, pois os cupins simplesmente podem passar a atacar outro local ainda não tratado.

A barreira química nada mais é do que o tratamento estrutural do prédio, com o objetivo de evitar que o cupim encontre frestas de acesso à mesma.

Além de altamente eficiente na barreira, os cupinicidas utilizados oferecem um poderoso efeito dominó: um cupim contaminado pode acabar com até 1000 outros. Isso porque o produto é rapidamente transferido de um cupim para outro durante o processo de troca de conteúdo bucal, hábito comum entre esses insetos.

Barreira Química Pós-Costrução: São realizadas perfurações em todo o perímetro do prédio, junto ao alicerce interno e externo, com profundidade suficiente a atingir a região em que os cupins transitam, saturando essa região com a calda cupinicida.

Barreira Química Pós-Costrução -  Barreira Vertical: São feitas trincheiras em todo o perímetro interno e externo do alicerce, de modo a permitir a saturação do solo com a calda cupinicida. Nas trincheiras, são aplicados grandes volumes de calda cupinicida por metro linear.

Barreira Horizontal: complementa a vertical, evitando que possíveis colônias existentes, brotem pelos meios dos cômodos, evitando as estruturas. Contribui também para um controle prolongado de formigas. A aplicação se dá imediatamente antes da área ser cimentada.

Cupins de Madeira Seca

São cupins que vivem em madeira com relativamente baixo teor de umidade. Eles não necessitam assim, contato com o solo ou com outra fonte de
umidade. A própria madeira e o ambiente em que vivem provêem a umidade que necessitam para sobreviver. Por viverem dentro da madeira seca, eles são frequentemente transportados de um local a outro em móveis infestados, caixas ou "containers" de madeira, estrados de madeira, molduras de quadros, etc.


Encontram-se normalmente restritos à peça atacada, não tendo capacidade de passar de uma madeira infestada para outra a não ser que efetivamente exista um ponto de contato entre ambas as madeiras. Neste caso, a colônia pode se estender e infestar todo o madeirame em contato.

O tamanho da colônia é proporcional ao tamanho da peça atacada, uma vez que encontra-se restrita a ela. Por este motivo, os cupins de madeira seca normalmente apresentam colônias pequenas, com cerca de 300 indivíduos a alguns milhares. Uma colônia de cupim de madeira seca pode chegar a ter 3000 indivíduos após 15 anos.

O pequeno tamanho da colônia é entretanto, compensado pelo grande número de colônias que podem ser encontradas em uma determinada estrutura, podendo haver centenas de colônias convivendo no mesmo ambiente. Por estarem protegidos de predadores durante a revoada (que podem ocorrer dentro da própria estrutura), não dependerem de contato com o solo e sobreviverem em madeiras com pouca umidade, muitos alados podem sobreviver por ocasião da revoada e formar novas colônias.

Duas estratégias básicas devem ser consideradas para se controlar cupins de madeira seca: Expurgo e Tratamento da madeira.

Chamamos de Expurgo a aplicação de praguicidas na forma de gás, que penetra em todos os pontos da madeira, contaminando os cupins ou outros insetos infestantes da estrutura. Neste tipo de aplicação, o madeiramento é embalado em uma câmara que evitará vazamentos e concentrará a ação fumigante. Não podendo portanto ser realizada em madeiramentos fixos.

A grande vantagem do uso do gás é a sua dispersão rápida e uniforme em toda a área a ser tratada, penetrando em todos os vãos estruturais que potencialmente podem estar infestados pela praga. A grande desvantagem é que o uso de gás não deixa residual, ou seja, toda a estrutura tratada fica ainda susceptível à novas infestações externas.

Tratamento da Madeira. O tratamento direto da madeira infestada é recomendado para infestações restritas e em madeiramentos fixos. Neste caso, a solução cupinicida é injetada e pulverizada diretamente na madeira, por toda a superfície e através de furos existentes na mesma, procurando-se atingir as galerias colonizadas pelos insetos.

Para este tratamento, normalmente são utilizadas soluções com solventes orgânicos em vez de soluções com água, uma vez que a água na madeira pode criar condições para a proliferação de fungos ou, em alguns casos, danificar a madeira, como no caso de compensados.